
Lindalva. Fotografia restaurada digitalmente. Crédito: Revista Arauto do Evangelho.
📍 Local: Sítio Malhada da Areia, Assú, Rio Grande do Norte, Brasil. 🗓️09 de abril de 1993. Homicídio qualificado.
— Lindalva Justo de Oliveira
Oi, gente! Vamos conhecer a história de Lindalva. Ela era aquele tipo de pessoa que a gente reconhece logo pela maneira de tratar os outros. No cuidado, no olhar, na atenção com quem estava por perto. A bondade parecia fazer parte dela desde sempre. Na voz suave, sabe? Nascida em 20 de outubro de 1953, no interior do Rio Grande do Norte, em Assu, no Sítio Malhada da Areia, uma região simples e rural. Era filha de João Justo da Fé, agricultor, e de Maria Lúcia da Fé.
Imagem extraída de um vídeo e restaurada digitalmente, sem alteração dos traços faciais. Se trata de uma montagem, a meu ver.

Irmã Lindalva Justo de Oliveira
Crédito: página Irmã Lindalva – Nossa Santa do Assu/RN (Facebook). Imagem sem alterações digitais.
Lindalva cresceu em uma família grande. Seu pai já era viúvo e tinha três filhos do primeiro casamento. Depois, com Maria Lúcia, formou uma nova família, que acabou ficando ainda maior. Lindalva era a sexta entre os treze irmãos. Dá para imaginar como devia ser aquela infância: casa cheia, vida simples e muitas responsabilidades. Mas também havia valores que ela levaria para a vida inteira: fé, respeito e preocupação com os outros. Por volta de 1961, quando ainda era criança, a família deixou o sítio e se mudou para a área urbana de Assu. Não chegaram a sair da cidade, mas a mudança representava uma nova realidade. Eles saíram da zona rural para o centro. A intenção era dar aos filhos melhores condições para estudar.


Assu (RN): zona rural e Igreja-Matriz de Açu, atualmente. Créditos: Prefeitura de Assu e Wikipédia.
Lindalva cresceu e, ainda mocinha, já demonstrava que não tinha como principal objetivo se casar e formar a própria família. Quando alguém tocava nesse assunto, costumava responder que já tinha “três filhos”. Na verdade, ela se referia aos sobrinhos que ajudava a criar. E não era apenas uma maneira carinhosa de falar. Lindalva realmente participava da criação deles, ajudava nos cuidados como dar banho, alimentar, brincava com eles e assumia responsabilidades dentro da família.
A Ida para Natal
Lindalva realmente nasceu e viveu com o propósito de servir ao próximo
Mais tarde, ela foi para Natal para continuar os estudos e passou a morar com o irmão Djalma e a família dele. Lindalva era muito linda! Aquele sorriso doce e que trazia paz. Em 1979, ela concluiu o ensino médio na Escola Helvécio Dahe. Ao mesmo tempo em que estudava, também ajudava em casa e participava dos cuidados com os sobrinhos, além de dividir as tarefas do dia a dia. Conviver com Lindalva era super tranquilo. Muito amorosa e paciente, ela sabia tratar as pessoas de forma acolhedora. Depois, ela formou-se como assistente administrativa e começou a trabalhar. Passou pelo comércio e também trabalhou como caixa em um posto de gasolina. Entre 1978 e 1988, Lindalva teve diferentes empregos e, praticamente, todo o dinheiro que recebia era destinado à família que havia ficado em Assu. Para ela mesma, guardava apenas o necessário. Durante os anos em Natal, Lindalva também passou a frequentar a casa das Irmãs da Caridade. Ali, começou a se envolver com trabalhos voluntários no Instituto para os Idosos.

Lindalva. Fotografia original. Crédito: savvregionalnatal
Era um trabalho que parecia tocar profundamente o seu coração. Lindalva tinha uma preocupação muito grande com a família. Quando o pai adoeceu, voltou sua atenção para ele e permaneceu ao seu lado durante os últimos meses de sua vida. Em 1982, João Justo da Fé morreu vítima de câncer no abdômen. Lindalva acompanhou de perto o sofrimento do pai e cuidou dele até o fim. Foram momentos de profunda tristeza, mas também de muito amor. Ela decidiu fazer um curso de técnica em enfermagem e também aprendeu a tocar violão. Creio que Lindalva fez esses cursos já pensando em como poderia ajudar mais e melhor as pessoas. E, ao mesmo tempo, sua vontade de servir ao próximo ficava cada vez mais forte. Lindalva realmente tinha o dom.

Lindalva com as companheiras durante o postulantado. Fotografia antiga, restaurada digitalmente, sem alteração dos traços faciais. Crédito: Revista Arautos do Evangelho.
As Irmãs da Caridade perceberam nela uma facilidade especial para cuidar de crianças, idosos e pessoas que viviam em situações difíceis. Lindalva parecia especialmente feliz quando estava junto dos idosos. Ela se sentia bem, sorria sempre que ajudava alguém. Em Natal, além de tudo, ela ajudava como voluntária no Instituto Juvino Barreto, cuidando de quem mais precisava. Em 1988, aos 34 anos, ingressou oficialmente na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. (A impressão que tive fazendo este caso é que Lindalva tinha pressa de viver, de fazer tudo o que pudesse para ser essa pessoa boa.)

Instituto Juvino Barreto, referência em atenção à terceira idade em Natal, no Rio Grande do Norte. Crédito: Sandro Menezes. Instagram: @juvinobarreto
🤍Ajude!

Ela fazia questão de que todos fossem tratados com carinho e respeito, lembrando que aquelas pessoas precisavam ser cuidadas com amor. Em 1986, ela começou a participar do movimento vocacional das Filhas da Caridade. A partir dali, iniciava uma nova etapa de sua vida, buscando entender se aquele seria realmente o seu caminho. Alguns anos depois, em 29 de janeiro de 1991, Lindalva foi enviada para Salvador, na Bahia.
Abrigo Dom Pedro II
A rotina na enfermaria e os passos em direção ao martírio

Abrigo Dom Pedro II, em Salvador (BA). Fotografia restaurada digitalmente. Crédito: Revista Arautos do Evangelho.
No dia 29 de janeiro de 1991, Salvador, com seus mais de dois milhões de habitantes, vivia o calor do verão baiano. Na Cidade Baixa, perto do mar da Baía de Todos-os-Santos, Lindalva com 37 anos chega ao Abrigo Dom Pedro II para começar uma nova missão. Ela chegou ao Abrigo para assumir como coordenadora do Pavilhão de Idosos. Mas ela não era o tipo de coordenadora que ficava só atrás de uma mesa, assinando papéis e preenchendo relatórios. Lindalva vivia a sua fé de um jeito prático, no dia a dia, nas coisas mais simples e humildes que você possa imaginar. Ela acordava cedinho, preparava os remédios, cuidava dos idosos que não podiam se mover, trocava fraldas e cuidava de feridas. Servia a comida e, depois que todos comiam, limpava o refeitório. Ela fazia o que precisasse ser feito, como pintar as camas dos idosos. Pensando em deixar mais bonito e agradável. Alimentava e dava banho em quem não conseguia fazê-lo sozinho. Há muito trabalho em um abrigo de idosos, e Lindalva fazia de tudo um pouco. Quem conviveu com ela deixou relatos que, mais tarde, fariam parte de seu processo de beatificação. As pessoas a lembravam como uma mulher alegre, simples e profundamente carinhosa. É dito que não havia uma única pessoa ali dentro que não gostasse de estar em sua companhia. E quem estava por perto percebia algo impressionante: ela nunca demonstrava ou de reclamava do cansaço. Foi assim, com essa simplicidade e entrega total, que Lindalva passou a cuidar daqueles que mais precisavam — sem imaginar o que o destino reservava para ela naquele lugar.
Uma Vida Toda de Amor à Caridade
Lindalva
Até este momento, mergulhamos na vida dessa mulher dedicada e de um amor genuíno pelo próximo. Sua família nutre muito orgulho e amor por ela. Por onde passou, só acumulou amigos e irmãos. E, aqui, já conhecemos a rotina, a vocação e a dedicação de Lindalva na vida religiosa e no propósito de servir aos necessitados. Ela não deixaria a trajetória dela como estava, nunca. Tudo estava exatamente como desejou e trabalhou para conquistar. Estudou muito, trabalhou para mandar dinheiro para sua família, era voluntária em abrigos. Lindalva estava realizada! Lindalva era e é muito amada por todos que a conheceram. Isso ficou claro para mim ao pesquisar sobre este caso. Ela foi luz!
Agora vamos nos preparar para o lado sombrio do ser humano.
O Mal que Nunca Deveria ter Entrado

Augusto da Silva Peixoto — responsável pelo assassinato de Irmã Lindalva Justo de Oliveira, em Salvador (BA), em 9 de abril de 1993. Crédito: @docdoccriminal (Instagram)
Vamos conhecer quem era esse homem
No início de 1993, ele foi admitido no Abrigo Dom Pedro II. Era baiano, nascido em uma família humilde, e trazia consigo uma vida marcada pela instabilidade e pelo temperamento agressivo. Mas havia mais: além do comportamento difícil, ele também era dependente químico. Estamos falando dependente em um nível “complicado”. Pessoas de seu convívio e familiares já o descreviam como um homem de difícil convivência, possessivo e que vivia se envolvendo em conflitos. E não pense que ele era um idoso indefeso. Não era não. Ele tinha por volta de 47 anos — algumas fontes citam entre 45 e 50 — e alegava ter limitações físicas que o impediam de trabalhar, mas o que existia de fato era um histórico pesado de violência, com desentendimentos graves com familiares e vizinhos, além de traços claros de manipulação e obsessão. Ele mesmo não queria estar ali. Foi parar no abrigo porque não tinha moradia, foi rejeitado pela própria família por causa do seu comportamento e dizia não ter como se sustentar. O abrigo ficava no bairro de Roma, em Salvador — e era mantido pela Prefeitura, mas toda a assistência e os cuidados ficavam a cargo das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, onde Lindalva trabalhava.
O Início da Irracionalidade, dele
E foi aí que o tormento dela começou. Pouco tempo depois de chegar, Augusto passou a direcionar toda a sua atenção para Lindalva. Mas não era admiração, não era respeito… era outra coisa: uma paixão, uma fixação doentia. Ele começou a insistir, a se aproximar de forma inadequada, a ultrapassar todos os limites. Falava com ela como um homem fala com uma mulher quando a assedia. E ele já era bem grandinho para saber que ela era uma irmã, que não estava ali para ter relacionamento amoroso. Mas ele não respeitava isso. Saber, é claro que sabia.
A reação de uma irmã acuada
Com aquele jeito firme e ao mesmo tempo tão respeitoso, tão calmo, manteve a distância. Tratava ele com a mesma dignidade que tratava todos os outros — mas sem abrir espaço, sem dar brecha. Assim que percebeu a gravidade daquele comportamento e da insistência dele, ela passou a evitar ir ao pavilhão onde ele ficava. E isso fazia parte da rotina dela, mas esse distanciamento da Lindalva, mostrou quem ele era. O que ele sentia foi se transformando em algo bem perigoso: uma mistura de rejeição, posse e ciúme. Anos depois, ele mesmo admitiu: disse que sentia ciúmes dela. Quem estava por perto percebeu e orientou que alguma providência fosse tomada. Ele chegou a ser repreendido pela responsável do abrigo. Mas por dentro, ele já estava totalmente tomado por aquele ódio. Insistia sem parar, era desrespeitoso
Ali é um abrigo: as irmãs cuidam de quem chega, elas não escolhem quem entra. É uma situação delicada. Estamos falando de uma moça que tinha um propósito, e de um homem como tantos que vemos hoje: aquele que simplesmente não aceita um “não” como resposta. Foi exatamente isso que aconteceu.
E ao invés de recuar, de se afastar, ele pensou em outra coisa. Poucos dias depois de ser chamado à atenção, saiu, e comprou uma faca, voltou, afiou a lâmina e esperou o momento abominável.
Crueldade & Frieza
Não foi surto. Não foi impulso. Não foi doença mental. Foi premeditado, planejado, desejado.
E então chegou 9 de abril Sexta-Feira Santa de 1993. Essa ė uma das datas mais importantes para os cristãos. E ele sabia disso. Irmã Lindalva participou da Via-Sacra, como era seu costume. Voltou ao abrigo e foi fazer o que ela sempre fazia: serviu o café da manhã aos idosos. Era rotina. Era cuidado. Era ela sendo ela — sem imaginar o que a esperava.
Lindalva ficava atrás de um balcão de alvenaria revestido de azulejos. Ela já tinha o hábito de servir as refeições aos idosos — e ele sabia disso. Foi ali, naquele beco, que ele a atacou. Lindalva não teve para onde correr. Foi pura maldade e covardia.

Irmã Lindalva. Esta é a única fotografia que encontrei em que a irmã aparece exatamente no local onde, anos depois, seria brutalmente assassinada. Crédito: página Irmã Lindalva – Nossa Santa do Assu/RN (Facebook)
O Ataque
Foi exatamente naquele instante que ele se aproximou. Chamou por ela para atrair seu olhar e, no momento em que Lindalva se virou, foi covardemente atacada. Foram 44 facadas, acompanhadas por gritos dele com frases de ódio, rejeição e raiva. Mesmo naquele momento, as pessoas presentes no local disseram que Lindalva rezava a Deus e, ainda assim, expressava fé… enquanto ele, completamente descontrolado, gritava frases de posse e rejeição. Depois, ele não fugiu. Sentou-se e esperou a polícia chegar. Quando o policial perguntou por que ele tinha feito aquilo, a resposta dele foi a perversidade em pessoa: disse que tinha feito o que queria.
MOTIVO
Ela não o correspondia; não aceitava abandonar a vida religiosa para ficar com ele. Augusto declarou expressamente que matou a religiosa porque ela recusava suas investidas e porque, ao tentar afastá-lo, Lindalva teria dito que “já havia entregado seu amor a outro homem” (referindo-se ao seu voto religioso a Jesus Cristo).

A Despedida
Na noite daquela Sexta-feira Santa, 9 de abril de 1993, o corpo de Lindalva foi levado para a capela do Abrigo Dom Pedro II, em Salvador. Quando a procissão do Senhor Morto passou pelo local, o caixão da jovem religiosa foi colocado junto ao féretro e à imagem de Nossa Senhora das Dores. Durante toda a noite, uma multidão se reuniu ali para se despedir: fiéis, padres, religiosas, pessoas de diferentes condições sociais e até evangélicos, vindos de vários pontos da cidade. Na manhã do dia seguinte, Sábado Santo, o cardeal Dom Lucas Moreira Neves celebrou as exéquias de Lindalva, cuja morte já despertava profunda comoção em Salvador e ganhava repercussão além dos muros do abrigo.
Conclusão do caso
Ele foi submetido a exames de sanidade mental, cujos laudos indicaram perturbações mentais e distúrbios graves de conduta. Diante das conclusões dos exames e do perigo que representava, a Justiça determinou sua inimputabilidade, total ou parcial, e decretou sua internação em um Manicômio Judiciário, denominação então utilizada para instituições destinadas à custódia e ao tratamento de pessoas consideradas mentalmente incapazes de responder pelos próprios atos. Depois disso, ele foi preso e passou anos internado, grande parte em um hospital psiquiátrico. No total, cumpriu cerca de 13 anos.
Perdão
O gesto marcante após o julgamento veio da mãe de Lindalva, Dona Maria Lúcia da Fé. Em declarações registradas pela imprensa católicas, a mãe da Beata afirmou publicamente que havia perdoado o assassino de sua filha, compreendendo que ele “não agiu em sã consciência” naquela manhã de Sexta-feira Santa.
Do martírio à beatificação
A história de Lindalva não terminou ali. O que veio depois foi algo muito maior. A brutalidade presenciada por tantas pessoas causou uma comoção profunda no meio católico. No entanto, mais do que o trauma da tragédia, foi a forma como Lindalva viveu — e se manteve fiel até o fim — que começou a tocar o coração das pessoas. O título de mártir concedido a Lindalva vai muito além da tragédia de sua morte: reflete a história de alguém que manteve sua vocação e seus princípios intactos até o fim. Em 2007, com a autorização do Papa Bento XVI, veio a beatificação oficial como Beata Lindalva Justo de Oliveira. A cerimônia reuniu uma multidão de pessoas simples que se identificavam com ela — gente que compreendeu que sua santidade foi construída no dia a dia, nos gestos mais sutis e silenciosos.

Urna Relicário. Imagem restaurada digitalmente. Credito: Cidade do Salvador.
Hoje, seus restos mortais estão no próprio abrigo onde ela viveu e serviu. Desde o dia 6 de abril de 2014, a Urna Relicário da Bem-Aventurada Lindalva encontra-se na capela a ela dedicada, na Rua do Salete, 47, Barris – Salvador, BA. E ela continua sendo lembrada… não pela violência que sofreu, mas pela pessoa que foi. Não era só sobre o que aconteceu naquele dia… era sobre uma vida inteira de entrega, de cuidado silencioso, de escolha diária pelo outro. Ela ainda não foi canonizada como santa. Para isso, a Igreja precisa reconhecer um milagre atribuído à intercessão dela após a beatificação. É um processo rigoroso, investigado com muito cuidado. E, até hoje, esse passo ainda não aconteceu. No entanto, para além dos reconhecimentos formais, o legado de Lindalva já é uma certeza no coração de quem conhece sua história. Porque, no fim… a história de Lindalva não é sobre como ela morreu. É sobre como ela escolheu viver — todos os dias.
✝️ Lindalva dedicou toda a sua vida à bondade até ter sua trajetória interrompida precocemente, aos 39 anos — faltavam poucos meses para completar 40. Sua história permanece como um símbolo doloroso da violência que, há gerações, insiste em tirar a paz e a vida de tantas mulheres.
“A violência é o último refúgio do incompetente.” — Isaac Asimov
Nota dirigida aos devotos da Beata Lindalva
A todos os que compartilham da fé e da devoção à Beata Lindalva, deixo meu carinho e meu profundo respeito. Embora esta autora não tenha vínculo ou viés religioso, a história de Lindalva me tocou profundamente, e foi com respeito e sensibilidade que procurei contar sua trajetória. Que este relato seja também uma forma de honrar sua memória. Um abraço carinhoso a todos e obrigada pela leitura.
Fontes consultadas
Revista Arautos do Evangelho– Página Irmã Lindalva – Nossa Santa do Assu/RN — Facebook– @devotoscarloacutisdivinopolis — Instagram– @savvregionalnatal — Instagram– @juvinobarreto — Instagram– @docdoccriminal — Instagram– Alderi Dantas — site– Cidade do Salvador — blog– Prefeitura de Açu– Wikipédia
Opinião pessoal A&M
Se ele apresentava transtornos mentais, por que não foi encaminhado diretamente a um hospital de custódia e tratamento psiquiátrico, em vez de ser levado ao abrigo? A prefeitura recolheu esse homem e o enviou para aquele abrigo. Mas por que destiná-lo justamente a um local cuja gestão era inteiramente feminina? A instituição era administrada pelas Irmãs Vicentinas — uma comunidade religiosa formada apenas por mulheres, que serviam com amor e dedicação, mas viviam completamente desprotegidas, sem qualquer estrutura de segurança ou amparo contra a violência. (A&M)
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