

📍 Anchieta | Guarapari – ES | Brasil🗓️ 2020 | 2026. Caso em investigação. Feminicídio com motivação patrimonial.

CASO: EUZINEIA LOYOLA BAPTISTA & ROSI MARI MARCELLY AYALLA.
O caso aconteceu no Espírito Santo, estado brasileiro conhecido por suas belas praias, paisagens encantadoras e qualidade de vida. Com mais de 4 milhões de habitantes, também conquista os visitantes pela famosa moqueca capixaba, preparada com ingredientes frescos e um sabor marcante que faz muita gente querer repetir a experiência. Mas, por trás de tantas belezas, o estado também enfrenta episódios de violência. Foi nesse cenário que se desenrolou uma história marcada por enganos, sofrimento e crimes que chocaram a população
Um Monstro Aterrorizando o Espírito Santo
Alex Almeida de Barros, ele tem 48 anos. Seus pais são : Antônio Carlos de Barros (já falecido) e Maria Aparecida Almeida. Ele é uma pessoa que, segundo a própria família, sempre apresentou um comportamento distante e difícil, desde criança. Seus parentes contam, que ele sempre foi diferente. Desde pequeno ele gostava de fazer crueldade com animais, ele era agressivo com os colegas, desrespeitoso e teimoso e mentia por tudo e por nada. Seus irmãos, Marcos e Juliana, sempre mantiveram distância, pois reconheciam seu jeito de ser. Ele cresceu achando que podia tudo, que ninguém podia mandar nele. Na escola pública de Anchieta, onde estudou, não quis saber de aprender, repetiu de ano duas vezes e foi expulso aos 14 anos por desrespeito e agressão a um professor; nunca mais estudou. Na vida adulta, nunca teve um emprego sério, só trabalhos temporários, e sempre era desligado por desonestidade ou confusões. Com as mulheres, então, era muito exigente: ciumento, controlador, proibia elas de falarem com suas famílias, amigos, fazia ameaças. Ele tinha várias passagens na delegacia, mas sempre conseguia responder em liberdade. Era uma pessoa que só pensava em si mesmo e no que podia tirar de vantagem dos outros, principalmente das mulheres. As vítimas que caíram na conversa desse homem o conheceram pela internet. E, convenhamos, pela internet é muito fácil criar uma imagem falsa e iludir as pessoas. Muitas dessas mulheres já tinham passado dos 50 anos, carregavam histórias de perdas, separações, sofrimentos e outras dificuldades da vida, tornando-se mais vulneráveis a pessoas mal-intencionadas. Ele procurava mulheres que queriam viver um grande amor. E ele se passava por um cara ideal! Ele observava tudo: quem tinha algum bem, comércio, terras, imóveis, quem pretendia expandir, quem tinha dinheiro guardado, planos de construir uma casa por exemplo, ou condições de viajar. E então se aproximava justamente dessas pessoas para tirar vantagem. E foi essa pessoa que cruzou o caminho primeiro de EUZINEIA em Anchieta, no ano de 2020.
EUZINEIA LOYOLA BAPTISTA

Euzineia. Crédito: Facebook (arquivo pessoal).
Aos 50 anos, Euzineia carregava no olhar a força e a doçura de quem construiu a própria história do zero. Nascida e criada no bairro Kubitschek, em Guarapari, era a primogênita de seu José Baptista e dona Maria Loyola. Cresceu em uma família simples, trabalhadora e extremamente unida, onde aprendeu cedo o valor do afeto e da dedicação. Desde menina, dividia o tempo entre os estudos nas escolas públicas do bairro — a Municipal Kubitschek e a Estadual Presidente Kennedy — e a ajuda em casa, sempre com um sorriso no rosto e uma calma que acalmava a todos. Dedicada e querida por onde passava, terminou o Ensino Médio e logo buscou se aperfeiçoar em cursos de Administração e Varejo. A vocação para o comércio já estava no sangue: aos 16 anos, batia de porta em porta vendendo cosméticos para reforçar o orçamento familiar. Mas ela queria mais. Com muito esforço e determinação, realizou o grande sonho da vida aos 40 anos: abriu a Estação Moda, sua própria loja de roupas, fincada no mesmo bairro que a viu crescer. A Estação Moda não era apenas um negócio; era o orgulho de Euzineia. Comerciante nata, transformava o atendimento em um momento de acolhimento. Ajudava nas combinações, dava dicas de tendências e fazia cada cliente sair de lá se sentindo especial e bonita. O sucesso era fruto de seu trabalho, e os planos não paravam: já tinha os projetos prontos para construir a casa própria e planejava expandir a marca com uma segunda loja na cidade vizinha de Anchieta. Embora não tivesse filhos biológicos, exercia a maternidade com os cinco sobrinhos. Com Bruna Luiza Baptista, a sintonia era ainda maior — uma companheira para todas as horas e sua grande confidente. Essa energia leve também se refletia em sua fé: católica devota, não faltava às missas de domingo, participava ativamente de grupos de oração, retiros e adorava viajar com a família e amigas, tendo a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, como seu refúgio preferido. Uma mulher iluminada, cheia de vida e com o coração aberto. Euzineia só queria amar e ser amada.
Foi com esse desejo sincero que ela cruzou o caminho de Alex. A paixão a cegou para o que a família percebeu de imediato: um ar de falsidade que acendeu o alerta em todos. O próprio pai, seu José, chegou a alertá-la para ter cuidado. Mas Euzineia, envolvida e acreditando ter encontrado o companheiro ideal, não conseguiu enxergar a armadilha. Alex revelou-se um verdadeiro predador patrimonial e psicológico. Aos poucos, passou a dominar a rotina de Euzineia de forma asfixiante. Controlava as ligações, os encontros e os passos da companheira, ditando quantas vezes ela podia falar com os próprios familiares e amigos. O isolamento foi gradual e severo, cortando os laços daquela mulher antes tão viva, sociável e livre com todos que a amavam.

Alex e Euzineia. Crédito: Tribunal Online
Dessa vez, foi o fim. Euzineia finalmente percebeu a manipulação, cansou daquela relação e decidiu colocar um ponto final. Não havia mais volta.Ao perceber que havia perdido o controle sobre ela e que seus planos estavam ruindo, Alex teria agido com extrema crueldade. Segundo a investigação, ele usou um cabo elétrico para imobilizá-la e tirar sua vida.Depois do assassinato, teria tentado encobrir o crime e dificultar a ação da polícia, retirando os pertences da vítima e fugindo do local. Alex levou cartões bancários, anotações com senhas, joias e até a aliança que Euzineia usava. Sabendo que ela mantinha cerca de R$ 200 mil em economias, fruto de anos de trabalho, teria tentado se apoderar do dinheiro antes de fugir.
Como chegou a esse desfecho


Imagens, crédito: G1
Tudo começou a ser revelado ali mesmo, no sítio da família, em Goembê, Anchieta, no dia 17 de agosto de 2020. Euzineia e Alex já estavam juntos havia alguns meses, morando naquele local, mas a relação vinha dando sinais de desgaste. O clima pesado era percebido por vizinhos, amigos e pela própria família. Dona Maria, mãe de Euzineia, e Bruna, sua sobrinha, ouviam os desabafos constantes. Ele era extremamente ciumento e controlador. Não a deixava sair, exigia saber com quem ela conversava e mexia em suas coisas. Euzineia já havia contado à sobrinha:
“Bruna, eu não sei o que fazer. Ele muda do nada… De uma hora para outra é carinhoso, na outra fica bravo por nada. Parece que tem duas caras.”
Poucos dias antes, ela também disse à mãe e à sobrinha que queria terminar o relacionamento. Contou que achava ter se enganado sobre ele, mas confessou que tinha vergonha e, acima de tudo, medo da reação dele. Euzineia acreditava que algo ruim poderia acontecer se ele soubesse que ela pretendia ir embora.Em outro desabafo, chegou a dizer:
“Esse homem só aele não gosta de mim de verdade.”
O clima de tensão também havia sido percebido por pessoas que moravam ou passavam pela região. Vizinhos relataram à polícia que viram os dois discutindo de forma intensa na véspera e no dia do crime. A senhora Carmen Silva contou que ouviu gritos, xingamentos e portas batendo. Segundo seu relato, Alex dizia que Euzineia não mandava nele e que o dinheiro dela também pertencia a ele. Carmen afirmou ainda ter visto Euzineia chorando e tentando sair de casa, enquanto ele a puxava pelo braço. Outro vizinho, Antônio Marcos, relatou que as brigas entre o casal eram frequentes e envolviam dinheiro. Segundo ele, Alex sabia que Euzineia tinha cerca de R$ 200 mil guardados e queria controlar como e onde ela gastava. Ela, porém, dizia que aquele dinheiro era fruto do próprio trabalho e de uma vida inteira de esforço. No dia 17, Euzineia havia combinado de ir à casa dos pais, em Guarapari, como fazia toda semana. Ela avisou à mãe:
“Mãe, daqui a pouco eu chego, já estou me arrumando.”
Mas o tempo passou. A tarde terminou, a noite chegou… e Euzineia não apareceu.A mãe ligou, mas o telefone caiu na caixa postal. Bruna também tentou várias vezes, sem sucesso. A família estranhou imediatamente, porque ela nunca desaparecia sem avisar, não deixava de responder e jamais ficava longe sem dar notícias.Então, decidiram ligar para Alex. Ele atendeu e deu uma resposta que aumentou ainda mais a preocupação. Com aparente tranquilidade, disse:
“Ah, a Euzineia? Ela pegou um ônibus, foi viajar, disse que ia visitar umas amigas. Não sei quando volta.”
O pai dela, José, ficou desesperado:
“Ô, meu filho, ela tem carro próprio, nunca pega ônibus, não faz nada sem me avisar e ninguém sabe de viagem nenhuma! O que está acontecendo?”
Alex deu outras desculpas, enrolou e desligou. Depois disso, também desapareceu. Não atendia mais ao telefone e ninguém conseguia localizá-lo.No dia seguinte, 18 de agosto, a família foi à delegacia e contou tudo: o desaparecimento, a versão apresentada por Alex, o medo que Euzineia sentia, a intenção de terminar o relacionamento e o histórico de agressividade. A polícia foi imediatamente até o sítio. Bateram, chamaram por eles, mas ninguém abriu. Ao redor da propriedade, os policiais encontraram o carro de Euzineia estacionado. Aquilo indicava que ela não havia saído dali como Alex havia afirmado. Foi então que perceberam algo estranho na piscina. Ela estava completamente coberta por uma lona grossa e amarrada, como se alguém tivesse tentado esconder o que havia embaixo. Não era época de manutenção e não havia, aparentemente, motivo para aquela cobertura. Quando a lona foi retirada, a descoberta foi devastadora. Euzineia estava no fundo da piscina, já sem vida, com marcas no pescoço compatíveis com estrangulamento. Segundo as informações do caso, ela teria sido morta com um fio ou cabo. A investigação apontou ainda que, depois do crime, Alex teria levado cartões, senhas, joias e outros pertences de Euzineia antes de fugir. Para a acusação, a motivação estava relacionada ao dinheiro e ao interesse de Alex pelo patrimônio que ela havia construído com o próprio trabalho. Euzineia queria terminar o relacionamento, enquanto ele teria interesse em controlar aquilo que ela possuía.
Começou a caça por Alex
A polícia divulgou alertas com nome, foto e dados do suspeito, enquanto a família de Euzineia ajudava nas buscas. Eles sabiam onde ele tinha parentes, amigos e os lugares que costumava frequentar. As investigações apontaram que ele havia seguido para a região de Cachoeiro de Itapemirim e estava escondido na casa de um tio. No dia 20 de agosto de 2020, apenas três dias depois do crime, a polícia cercou o local e conseguiu prendê-lo.
E sabe como Alex reagiu? Negou tudo. Disse que não sabia de nada, que havia saído cedo, que Euzineia estava bem e que os dois não brigavam. Para ele, tudo não passava de mentira. Mas a versão começou a desmoronar quando os policiais encontraram com ele cartões e joias da vítima e constataram movimentações financeiras realizadas pouco depois do crime. Sem conseguir sustentar a própria história, Alex chorou, pediu desculpas e afirmou que tudo havia acontecido em um momento de raiva, dizendo que aquilo não deveria ter acontecido. Mas as palavras não mudariam o que já havia acontecido. Alex foi levado para a delegacia e permaneceu preso à disposição da Justiça.
Estão preparados para a “justiça”? Ou a falta dela?
Recapitulando: este verme asfixiou Euzineia com um fio, depois a jogou dentro da piscina, ainda viva, roubou tudo o que pôde dela e fugiu. Então, o que mais os jurados poderiam fazer, a não ser condenar esse infeliz e jogar a chave fora? Era isso que eu queria. Era isso que você queria também? Então, aparentemente, temos aqui um canalha que merece apodrecer na cadeia, certo?
Respira… e vamos ver o que rolou!
O julgamento teve início e os familiares, com certeza, estavam cheios de expectativa de que finalmente fosse feita justiça, de que ele pagasse pelo crime que cometeu. Afinal, ele tirou uma mulher incrível da convivência dos amigos, dos pais, dos irmãos e dos sobrinhos. Como se não bastasse, ainda a roubou! Os familiares estavam ali buscando justiça. A amada deles havia sido assassinada! Eu nem queria usar essa expressão, mas esse lixo tirou uma mulher incrível desta vida. Eu consigo imaginar a dor dessa família. Porque ela era simplesmente fantástica: lutadora, batalhadora, respeitosa, sempre foi uma ótima filha, uma ótima aluna e uma ótima amiga. Ele também a explorava financeiramente. Vamos lembrar que esse homem nunca teve uma carreira estável. Vivia de bicos, nunca permaneceu muito tempo em emprego algum, não se fixava em trabalho nenhum e também nunca se dedicou aos estudos. Quando conseguia algum serviço, ganhava muito pouco e, muitas vezes, sequer trabalhava. Pelo visto, trabalhar nunca foi exatamente a atividade preferida dele. O que ele gostava mesmo era de se aproximar de mulheres independentes, que já tinham uma vida financeira estruturada, para viver às custas delas. E foi exatamente isso que aconteceu. Muito provavelmente, conquistava essas mulheres sendo simpático, encantador e atencioso. Então, veja: foi um golpista assassino que chegou ao julgamento. Estava difícil enjaular esse lixo?
NÃO.
E aí aconteceu o que até hoje NINGUÉM consegue explicar: o erro que deixou todos revoltados. Os jurados que julgaram o caso simplesmente ignoraram tudo o que estava na cara!
Para os jurados, NÃO FOI FEMINICÍDIO.
E, segundo os jurados, ELE NÃO USOU MEIO CRUEL!
Que tipo de decisão foi essa?
Será que os jurados não entenderam os fatos ou simplesmente ignoraram? Ele era o companheiro dela, a última pessoa vista ao seu lado. Tinham brigas frequentes, ele tinha motivos claros e ainda roubou tudo logo após o crime.
Como puderam dizer que não se tratava de feminicídio? Como sustentaram que não houve meio cruel? Condenaram o assassino apenas por homicídio simples, com uma pena de somente 12 anos — uma decisão que pareceu ignorar completamente o valor da vida de Euzineia.
Mas o pior ainda estava por vir
Em setembro de 2025, essa pessoa foi colocada na rua. Ele já tinha tirado uma vida, acumulava registros de violência e todos sabiam do seu comportamento. Porém , o juiz Dr. Jorge Luiz de Castro, achou uma excelente idéia, colocar esse assassino de volta as ruas. Como Juiz da Vara de Execuções Criminais, olhou apenas para requisitos burocráticos e devolveu alguém que já provou ser extremamente perigoso, às ruas. O nome e a responsabilidade dessa decisão estão gravados.
Resultado? O óbvio né
Oito meses depois, outra mulher morreu. Eu sei. Era óbvio que teria mais vítima, certo? Porque Alex, livre, sem nenhum remorso, sem caráter algum, e com ZERO interesse em trabalhar, foi atrás da sua próxima vítima. E ela se chama Rosi.
ROSI MARI MARCELLY AYALLA

Crédito: Rádio Itatiaia
Rosi Mari tinha 52 anos quando o pior aconteceu, e ela era natural de Goiânia, Goiás, onde cresceu, estudou e construiu a sua linda história. Filha única de uma família de classe média, com pais que hoje já são falecidos, Rosi sempre foi uma menina doce e profundamente querida por todos na vizinhança. Ela era uma verdadeira guerreira: enfrentou um câncer e, com muita força e fé, venceu a doença. Estudou em excelentes escolas particulares, concluiu o Ensino Médio e fez cursos de Contabilidade e Administração. Sempre foi extremamente organizada, gostava do universo dos números e tinha uma responsabilidade admirável com o próprio dinheiro. Trabalhou por muitos anos em bancos e empresas de contabilidade na sua cidade natal, onde era imensamente respeitada por sua competência, dedicação e seriedade.Há cerca de dois anos, Rosi resolveu mudar de ares e foi morar no Espírito Santo, em busca do sossego, do calor e da paz que só o litoral proporciona. Ela deixou um filho querido em Goiás, um homem formado e trabalhador, a quem Rosi amava mais do que tudo na vida e com quem fazia questão de conversar diariamente. Por não ter irmãos, ela cultivava um valor enorme pelas amizades e pelos vizinhos. De forma unânime, todos que a cercavam afirmavam:
“A Rosi Mari era a pessoa mais bondosa e generosa que existia.”
Ela encontrava alegria nas coisas simples da vida: adorava ler, caminhar na praia, cuidar com carinho das plantas no seu jardim e cozinhar para acolher as visitas. Era uma mulher tranquila, que gostava do aconchego do lar e só saía para passear ou resolver seus negócios. No Espírito Santo, Rosi continuou fazendo pequenos investimentos e transações — vendeu móveis, roupas e, recentemente, um apartamento por R$ 320 mil, o que representava mais uma grande realização fruto do seu trabalho. Rosi era independente, tinha sua vida financeira organizada, sua paz conquistada e só queria descansar e ser feliz.Infelizmente, em outubro de 2025, o caminho de Rosi se cruzou com o de Alex pela internet. Vizinhos e amigos recordam o quanto ela estava feliz e apaixonada. Ele se apresentou como um homem de bem, trabalhador e de bom caráter, ocultando friamente todo o seu passado sombrio e sua ficha criminal. Por óbvio, sabemos com absoluta certeza que esse canalha jamais contou a ela que já havia assassinado e roubado uma mulher em 2020. Com a pureza de quem sempre enxergou o melhor nos outros, Rosi Mari acreditou nele e em todas as promessas que ele fez. Por confiar com facilidade e ter um coração nobre, ela abriu as portas de sua casa e da sua vida para quem só desejava explorar sua generosidade. O alvo dele era o fruto de anos de esforço de Rosi — especialmente o valor do apartamento recém-vendido —, que ele planejava friamente tomar para si.
Lobo em pele de cordeiro. Ele vai matar e roubar…de novo
Ele é esse indivíduo totalmente sem compaixão, sem respeito pela vida alheia e, principalmente, pelas mulheres. A Rosi se encantou pelas palavras bonitas que ele dizia na internet. Ele se apresentava como um homem honesto, trabalhador, que havia construído uma vida sólida com muito esforço e dedicação. Sabemos que é tudo mentira! Além disso, tratava a Rosi como uma verdadeira princesa, no início.

Rosi Mari e o Alex. Crédito: A Gazeta.
Na época, Rosi já era financeiramente independente. Havia se aposentado cedo por ter começado a trabalhar muito jovem — primeiro em banco e, depois, em escritórios de contabilidade. Sempre lidou com dinheiro com extrema responsabilidade e conquistou a confiança de todos por onde passou.Quando saiu de Goiás, seu objetivo era morar perto da praia, aproveitar a aposentadoria em paz e continuar fazendo alguns negócios. Inclusive, havia vendido recentemente um apartamento por um valor bastante significativo, superior a 250 mil reais. Era uma mulher forte, trabalhadora e sensata.Mas, infelizmente, esse sujeito tinha um padrão muito claro: procurava mulheres sozinhas, autônomas e que estivessem passando por uma fase de vulnerabilidade emocional. E a Rosi se encaixava exatamente nesse perfil.Ele é um canalha experiente. Sabia o que dizer, fazia promessas de um futuro a dois, falava em construir uma vida em comum e conquistava a confiança de suas alvos. A Rosi não fazia ideia de que estava diante de um aproveitador profissional — alguém que vive às custas de suas companheiras e que, pelo que sabemos, já havia feito outras vítimas fatais. Sabemos de duas mortes. Será que existiram outras? Pode ser. Também pode não haver nenhuma além dessas. É uma resposta que talvez nunca tenhamos. A Rosi escolheu o Espírito Santo porque sempre ouviu falar das belas praias e da boa qualidade de vida. Queria aproveitar essa nova fase com calma. Não era casada, mas tinha um filho que era o grande amor da sua vida. Ele permaneceu em Goiás porque já havia construído sua carreira profissional, seguindo o exemplo da mãe: sempre trabalhando de forma correta e responsável. Antes da mudança, os dois fizeram um combinado: conversariam pelo menos uma vez por dia para matar a saudade e saber como o outro estava. Esse vínculo entre mãe e filho era muito forte. Como a Rosi era filha única e seus pais já eram idosos, os dois praticamente tinham um ao outro como principais companheiros. Mas havia um golpista solto nas ruas, graças à INjustiça. Na minha opinião, ele teve essa oportunidade porque o sistema foi extremamente negligente. Ele infernizou, matou, roubou, destruiu uma família inteira ao tirar a Euzinéia do convívio de quem a amava e, ainda assim, não permaneceu preso pelo tempo adequado. Segundo consta no processo, o infeliz foi condenado a 12 anos, mas deixou a prisão muito antes de cumprir a pena. O mais assustador: entre a saída dele e o momento em que vitimou a Rosi, passaram-se apenas oito meses. Bastaram apenas dois meses para que ele a encontrasse, conquistasse sua confiança, a fizesse se apaixonar e acreditar em tudo o que dizia. Acredito que este seja o modus operandi desse sanguessuga: flertar, conquistar, se aproveitar, roubar e matar. Ele tem uma lábia impressionante.Quem conhecia a Rosi sempre a descrevia como uma pessoa extremamente bondosa, daquelas que acreditam nos outros e jamais fariam mal a ninguém. Infelizmente, ela acabou abrindo não apenas as portas do coração para esse homem, mas também as da própria casa.
O mesmo modo de agir
A respeito da relação entre a Rosi e esse homem, a verdade é que não existem muitos detalhes documentados ou informações oficiais sobre o dia a dia dos dois. A Rosi, pelo que a história nos mostra, era uma mulher muito reservada, que buscava viver sua vida com tranquilidade e discrição. No entanto, ao observar o comportamento dele e seu perverso modus operandi, é possível compreender a teia em que ela foi envolvida.Acredita-se que eles tenham se conhecido pela internet. Inicialmente, ele agia de forma extremamente cuidadosa: conversava online e por telefone demonstrando afeto, respeito e atenção, sempre cuidando para não assustar. Com um olhar calculista, ele elogiava a Rosi, escutava seus gostos, acolhia suas fragilidades e dizia exatamente tudo o que qualquer pessoa que busca um amor genuíno gostaria de ouvir.A partir do momento em que percebeu que a Rosi estava envolvida emocionalmente, entregando seu carinho e sua confiança de forma honesta e sincera, ele passou a acelerar os passos. Movido por um interesse puramente financeiro e pelo desejo de manter seu estilo de vida sem trabalhar, ele costumava agir com rapidez e frieza. Assim que notava a entrega e a pureza dos sentimentos da sua vítima, ele se inseria completamente em sua rotina. Com a Rosi, infelizmente, esse ciclo de manipulação não foi diferente.
Em apenas 2 meses
A Pureza de Rosi e o Início da Relação
Rosi tinha uma alma generosa e acreditava na bondade do ser humano. Aos 52 anos, mantinha o coração aberto, sem jamais imaginar que alguém pudesse se aproximar com segundas intenções. Costumamos ver esse tipo de situação em matérias de TV, mas nunca acreditamos que a dor baterá à nossa porta. Quando se conheceram, ele rapidamente mapeou a vida de Rosi e acelerou o relacionamento. Desta vez, seu teatro durou apenas dois meses. Talvez por já ter antecedentes criminais, o agressor quis agir rápido, antes de levantar suspeitas.
A Vulnerabilidade Usada Como Armadilha
Ao notar que Rosi tinha casa própria, aposentadoria, estabilidade e morava sozinha no Espírito Santo, sem familiares por perto, ele enxergou nela o alvo perfeito. Embora contasse com alguns vizinhos, Rosi não tinha uma rede de apoio próxima para alertá-la. Movido pelo desejo de manter seu sustento às custas alheias, ele se aproximou ainda mais. Pessoas ligadas ao seu histórico apontam que ele repetia o mesmo padrão: conquistava a confiança e, aos poucos, passava a isolar e controlar a rotina da parceira.
Uma Confiança Entregue de Coração
Quando alguém ama com pureza, é natural compartilhar sonhos e conquistas. Sem imaginar a cilada, é provável que Rosi tenha comentado sobre imóveis e valores que receberia, entregando sem saber os detalhes de sua vida financeira. Infelizmente, essa jornada terminou de forma trágica. A pericia não pôde precisar a data exata de seu falecimento, estimando apenas uma janela temporal aproximada, já que Rosi só foi encontrada cerca de 20 dias após o ocorrido.
Ele, de novo, ele!
A Distância, o Zelo de um Filho e o Alarme Silencioso
Apesar da distância física, Rosi jamais esteve só. Havia uma pessoa cujo amor a acompanhava diariamente: seu filho. Eles mantinham um contato afetivo e constante, conversando todos os dias. Por isso, quando o silêncio da mãe se instalou de repente, o coração do filho imediatamente disparou. Estranhando a falta repentina daquelas mensagens que marcavam a rotina de carinho entre os dois, a preocupação tomou conta e deu início à busca incansável para descobrir onde estava sua mãe e o que havia acontecido.
A Frieza Aos Olhos da Comunidade
Infelizmente, por volta do dia 7 de maio de 2026, no imóvel onde Rosi Mari morava, no bairro São Judas Tadeu, em Guarapari (ES), o criminoso repetiu sua crueldade. Ele tirou a vida de Rosi e deixou seu corpo no segundo andar da residência por cerca de 20 dias. Durante todo esse tempo, agiu com extrema e assustadora frieza: apossou-se do celular dela e passou a enviar mensagens para amigos, corretora e vizinhos, fingindo ser a própria Rosi para simular normalidade. Ele pedia transferências e dizia frases como
“Faz um Pix para o meu namorado, eu autorizo”,
numa tentativa desesperada de concluir a venda e se apropriar do dinheiro dela.
A Desconfiança de um Olhar Atento
O vizinho Reni José Freitas, que ainda devia a última parcela de alguns móveis adquiridos com Rosi Mari, percebeu imediatamente que algo estava errado. A forma como as mensagens eram escritas não combinava em nada com o jeito gentil e educado da amiga.
“Não é o jeito dela falar, ela nunca pedia dinheiro assim”.

Print da mensagem recebida pelo vizinho de Rosi Mari, Sr. Reni José Freitas, enviada do telefone da vítima por Alex, que teria se passado por Rosi após matá-la.
Crédito: g1.
“Eu tinha que pagar uma última parcela para ele e recebi essa mensagem dizendo que não sabia exatamente quanto era. Eu disse que era o acordado e na realidade depois me mandaram outro pix e pedindo pra eu deixar o dinheiroNão sei se era ele ou ela. Desconfiei porque achei difícil ela pedir alguém para receber por ela”, contou o aposentado.
Do Estranhamento de Pessoas Próximas à Angústia de um Filho
A corretora Ana Paula também estranhou profundamente a mudança repentina nas conversas, percebendo que aquele tom distante não correspondia ao da cliente. A centenas de quilômetros de distância, em Goiás, o coração do filho de Rosi apertava cada vez mais. A rotina de carinho das videochamadas diárias entre os dois foi abruptamente cortada. De uma hora para outra, a “mãe” apresentava sucessivas desculpas para recusar as ligações de vídeo, aceitando apenas mensagens digitadas. O desespero do filho aumentava a cada tentativa sem resposta, enquanto o silêncio da verdadeira voz da mãe confirmava que algo muito grave estava acontecendo.
A Descoberta Dolorosa

Apartamento onde residia Rosi. Crédito: Filha Vitória.
No dia 27 de maio de 2026, a busca incansável da família e a desconfiança dos amigos chegaram ao seu momento mais doloroso. Acompanhados pela polícia, familiares e amigos entraram no apartamento de Rosi Mari, em Guarapari, e se depararam com o desfecho que jamais gostariam de ter vivido. Rosi estava ali, sem vida, há cerca de três semanas. A cena encontrada pelas autoridades foi extremamente chocante, revelando a extensão do horror provocado por um homem que destruiu uma vida tão cheia de bondade e o lar de uma mãe profundamente amada.
E ele? O covarde? O feminicida? O sanguessuga? Tinha fugido.
Entenda como esse cara foi pego
Tudo começou a ser desvendado a partir do depoimento emocionado do filho de Rosi Mari, que mora em Goiás. Acostumado a conversar com a mãe todos os dias por chamadas de vídeo e mensagens de áudio, ele começou a estranhar o silêncio repentino. Rosi jamais deixava um dia sequer passar sem dar notícias. Do nada, porém, o contato passou a ser estritamente por mensagens digitadas; a voz da mãe simplesmente sumiu.Ao perguntar a razão:
“Mãe, por que não me manda áudio?”
as respostas vinham acompanhadas de desculpas genéricas:
“Ah, meu celular está com problema”
“Estou com dor de garganta”
ou
“Estou na rua, não posso falar”.
Preocupado, ele entrou em contato com amigos, com a corretora e com o vizinho Reni. Todos relataram o mesmo cenário: Rosi parecia ter mudado de forma inexplicável. As mensagens tornaram-se curtas, secas, e ela nunca mais atendeu chamadas ou apareceu pessoalmente. O alerta vermelho havia sido acionado.
O Trabalho Minucioso da Investigação
A polícia assumiu o caso e realizou um trabalho extraordinário. A primeira medida das autoridades foi analisar o celular de Rosi Mari. Com passos bem calculados, os investigadores leram conversas, checaram redes sociais de Rosi e de suspeitos, e mapearam inconsistências que só faziam as pistas aumentarem. Foi nesse processo de verificação que o nome de Alex Almeida de Barros emergiu. Havia mensagens frequentes trocadas com ele, comprovantes de transferências financeiras e tratativas de negócios. Nenhum familiar ou amigo de Rosi sabia quem era Alex, de onde viera ou o que fazia. Ele havia surgido do nada na vida dela e, simultaneamente a essa chegada, Rosi deixara de ser quem era.
A Verdade Revelada e a Fuga
Os investigadores aprofundaram as buscas. Além da análise de redes sociais e conversas, surgiram documentos e consultas a bancos de dados. Quando pesquisaram o nome completo do suspeito, o histórico veio à tona: Alex já possuía histórico criminal e havia sido preso pelo caso de Euzineia em 2020, tendo saído da prisão em setembro de 2025 — há menos de um ano. Naquele momento, as autoridades compreenderam exatamente com quem estavam lidando e do que ele era capaz. A partir daí, os pontos se ligaram com clareza. Após cometer o crime, ele se apossou do carro de Rosi Mari, de seus pertences e de documentos — de tudo o que pôde carregar — e fugiu para a cidade de Rio Casca, em Minas Gerais, acreditando que conseguiria escapar mais uma vez da justiça.

Alex, o suspeito, foi flagrado por câmeras de segurança saindo de Guarapari, no carro da vítima, em direção a Rio Casca, em Minas Gerais.Crédito: g1.
O Cerco e a Tentativa Desesperada de Fuga
Uma ação conjunta entre as polícias do Espírito Santo e de Minas Gerais, a Polícia Rodoviária Federal e outros órgãos de segurança culminou no cerco ao criminoso na BR-262, no dia 27 de maio de 2026. Ao perceber que estava sem saída e prestes a ser capturado, ele tomou uma atitude extrema: jogou gasolina sobre o próprio corpo e ateou fogo, numa tentativa desesperada de escapar das consequências de seus atos. Socorrido com queimaduras em 40% do corpo, foi levado inicialmente ao Hospital Municipal de Rio Casca e, em seguida, transferido para o Hospital Arnaldo Gavazza Filho, em Ponte Nova (MG), onde permaneceu internado na UTI sob rigorosa custódia policial. Mesmo hospitalizado, a decretação de sua prisão garantiu que ele permanecesse retido. Em 10 de junho de 2026, o juiz Dr. Luiz Fernando Costa determinou a Prisão Temporária, reconhecendo formalmente a extrema periculosidade e o risco que ele representa para a sociedade. Assim que obtiver alta médica e seu quadro for considerado estável, ele será transferido para o presídio de Caratinga, onde aguardará o julgamento.

Ele está preso e aguarda os juris. Crédito: A Gazeta.
Atualização: Julho de 2026.
Alex Almeida de Barros teve a condenação pela morte da noiva Euzineia (2020, Anchieta) anulada pela 2ª Câmara Criminal do TJES, por recurso do MPES, e vai a novo júri. Você se lembra que estranhamente os jurados não consideraram feminicidio e nem meio cruel? Então. Vai ter novo juri, sim. Antes do novo julgamento, ele tornou-se principal suspeito da morte de Rosi Mari (2026, Guarapari) — com semelhanças: mulher com quem se relacionava, morte violenta, tentativa de roubo de valores. Foi capturado em MG, ferido, internado sob custódia. Então, vamos ter dois júris. Duas chances de os jurados fazerem o certo, dessa vez.
A Memória de Euzineia e Rosi Mari 🕊️

Euzineia & Rosi Mari.
Aqui no Assustadores & Misteriosos, fica a profunda esperança de que a justiça prevaleça e traga todo o rigor necessário para honrar a memória de Euzineia, de Rosi Mari e de todas as vidas precocemente interrompidas por tamanha crueldade. Duas mulheres incríveis, cheias de sonhos e amor, que jamais serão esquecidas. Desejo, de coração, que, de alguma forma, essas famílias encontrem a paz e também a justiça que tanto merecem por essas mulheres maravilhosas. Que a paz esteja com elas e com suas famílias.
Muito obrigada por acompanhar este relato e por ajudar a preservar a memória e a dignidade das vítimas. Um forte abraço e até o próximo caso. A&M
Fontes consultadas
Todas as informações, nomes, datas e detalhes são 100% oficiais, retirados de inquéritos, decisões do TJES, MPES, reportagens G1, A Gazeta, Tribuna Online e depoimentos das testemunhas.
Vídeos relacionados ao caso:
Todos os créditos a TV Guarapari
Todos os créditos a Folhas Vitória
Todos os créditos a TV Guarapari
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